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jonabug reflete sobre transformações e amadurecimento em “torpor”, novo EP da banda

17 de set.
3 min de leitura

A banda jonabug lança seu novo EP, torpor, pelo selo +um HITS. Refletindo o amadurecimento após sua estreia com o álbum três tigres tristes (2025), o novo trabalho traz a banda pautando suas mudanças pessoais e profissionais. Essas reflexões impactaram diretamente nas letras e na sonoridade do EP, que tem influências de grupos como Hum, Lush, My Bloody Valentine, Ludovic e também da banda sergipana Cidade Dormitório, que participa do trabalho na faixa entre o certo e o errado.


“O EP surge em um contexto pós-lançamento do nosso primeiro álbum. Agora, com mais experiência de composição e gravação, pudemos criar algo que reflete de fato o momento em que estamos", comenta Marília Jonas, vocalista e guitarrista da jonabug, que também é formada por Dennis Felipe (baixo), Samuel Berardo (bateria) e Thales Leite (guitarra). "Essa é a estreia do Thales como parte integrante das composições da banda, até então ele não havia feito músicas com a gente, pois entrou após o lançamento do álbum", conta a vocalista.


Antecipado pelo single rascunho, lançado no dia 14 de agosto, torpor tem como conceito a associação metafórica entre a condição biológica de sobrevivência e a música como forma catártica de lidar com as transformações da vida. "O estado de torpor é uma condição de lentidão física e mental em que a atividade corporal e o metabolismo são reduzidos", explica Marília. "É uma 'economia de energia' adotada por certos animais – como morcegos, beija-flores, esquilos e ursos –, para sobreviver a condições climáticas extremas ou à escassez de alimentos. Nós associamos essa palavra ao nosso EP porque sugere justamente o momento de vida em que passamos por inúmeras mudanças, algumas doloridas demais para dar conta e, estar em estado de torpor, no nosso caso, é termos feito essas músicas como uma resposta a tudo que vem acontecendo."



Gravado em junho de 2026 no estúdio Rockambole, em São Paulo/SP, torpor tem produção assinada por Roberto Kramer, profissional que já atuou com artistas como Rancore, Paira, Terno Rei, Marrakesh, Jovens Ateus, Raça e gorduratrans. "Devemos muito à produção do Roberto Kramer, que nos ajudou com várias ideias que melhoraram as músicas", comenta Marília. "Foi uma gravação bem proveitosa e enriquecedora, além de que o estúdio da Rockambole é lindo, todo aquele lugar é mágico e respira música, então isso nos inspirou bastante na hora de gravar", conclui.



APA



Também associada ao conceito que envolve todo o EP, a capa de torpor é assinada por Nicole Wünsch. "A cor azul presente na capa sugere frieza, estar paralisado por alguma situação, enquanto a cor vermelha remete ao sentimentos que não conseguimos guardar para si, que explodem e fazem barulho, e desse barulho surge nosso torpor", comenta Marília.



FAIXA A FAIXA POR JONABUG



1. rascunho


(Marília):


"Ela representa nossa evolução como banda. Reflete muito bem o que cada um tem passado nos últimos meses, não pela letra, mas pela explosão e tensão que tentamos incorporar à música. Foi a última faixa do EP a ser feita e saiu sem querer, quase que não entra no repertório e, no fim das contas, se tornou nossa preferida."



2. i can't be with you


(Marília):


"Essa música tem uma pegada mais emo que gostamos de colocar. É uma faixa que a gente já vem tocando há um tempo, inclusive tocamos ela no Lollapalooza. Além disso, é uma música onde eu fico apenas nos vocais, com o Denis indo pra guitarra e o Thales pro baixo, uma dinâmica que torna ela divertida de executar ao vivo."



3. entre o certo e o errado - feat. Cidade Dormitório


(Marília):


"Assim que fizemos essa música, pensamos na Cidade Dormitório na hora, porque era nítido como eles tinham sido referência. Por sorte, acabamos nos tornando amigos, pois antes de conhecê-los éramos – e ainda somos – muito fãs da banda. Em 2025, tocamos juntos pela primeira vez e, em 2026, fizemos uma turnê pelo sul do país, onde começamos a trabalhar juntos nessa música, juntando ideias, etc."



4. is this the end?


(Marília)


"A música mais antiga do EP, feita em 2025. O engraçado é que ela se encaixa em tantos contextos das nossas vidas mesmo após um ano de composição."



 
 
 

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