top of page

Festival Territórios Livres reúne artistas periféricos na Serrinha com formação, produção artística e música

17 de set.
4 min de leitura

Em um momento de celebração de quase uma década de resistência, a Produtora Princesinha de Favela realiza seu primeiro festival de música: o Festival Territórios Livres. A programação acontece nos dias 20 e 24 de setembro, na Praça da Cruz Grande, no bairro da Serrinha, em Fortaleza, reunindo formação, revitalização do espaço público e um grande encontro de artistas periféricos.


O festival nasce da trajetória da Princesinha de Favela na construção de ações culturais a partir e para as periferias de Fortaleza. A iniciativa reúne, em um grande encontro, ações e linguagens já desenvolvidas pela PPDF, conectando fotografia, beleza, arte urbana, música, dança e audiovisual na ocupação artística do território.


Dia 20: Formação e transformação do território

O primeiro momento da programação acontece no dia 20 de setembro, a partir das 14h, com uma série de atividades gratuitas e abertas ao público na Praça da Cruz Grande, que acontecerão simultaneamente a tarde toda.


A Vivência PPDF propõe uma experiência de fotografia voltada à produção fotografica para portfólio artístico e redes sociais, contribuindo para que artistas e fazedores de cultura tenham ferramentas para apresentar e profissionalizar seus trabalhos. Também contarão com a direção artística e fotográfica das diretoras da Princesinha de Favela: Helen de Sá, Georgia Pinheira (a Neguinha Promissora) e Flávia Almeida.


Também será realizada uma oficina de discotecagem, conduzida pelo Dj M4 da GCD - Galera da Caixa d'Água, coletivo atuante na Serrinha, promovendo uma troca de conhecimentos sobre a cultura DJ e as possibilidades de atuação na música.


Já o Grafitaço na Praça da Cruz Grande realizará uma intervenção artística de revitalização das arquibancadas da praça, transformando o espaço por meio do grafite e fortalecendo a presença da arte no cotidiano da comunidade. Durante as atividades, serão disponibilizados materiais e lanches para os participantes.


Dia 24: Reggae, forró de favela, trap, funk, grime e tudo que a favela merece


A culminância do Festival Territórios Livres acontece no dia 24 de setembro, com uma programação musical de artistas e coletivos periféricos vindos de diferentes territórios e sonoridades.


A noite começa às 18h, com Roots and Sounds convidando Pretabelzinha e Jordana Thielles, em uma apresentação dedicada ao reggae. Na sequência, a programação passa pelas pedradas de forró de favela com DJ Wesley, pelo trap com ALOVA - Lany, Kani V e DN e com GCD na voz de Jeff, até chegar ao Set das Piores, atração coletiva de mulheres da cena do hip hop local em uma apresentação de funk e grime com: Felina, Dona, Souma, Pretassa, Alisha, Lany, Cabulosa, Má Dame e DJ Nayma. Encerrando a programação, DJ Miqueias assume o comando com seu repertório de forró de favela romântico e mais um pouco de funk.


A PPDF também está com um credenciamento de artistas rolando!

O Festival Territórios Livres também está conectado ao credenciamento artístico da Princesinha de Favela, realizado por meio do selo A Pior Resenha Que Tem, com inscrições abertas através do link. A chamada permanece aberta e integra uma estratégia permanente de mapeamento de artistas dos territórios com os quais a produtora dialoga.


A partir desse mapeamento, duas pessoas já credenciadas serão convocadas para integrar a programação artística do dia 24 de setembro. A iniciativa reforça uma das principais diretrizes da Princesinha de Favela: criar oportunidades a partir do conhecimento e da valorização de quem já produz arte e cultura nas periferias.


Saiba mais sobre a Produtora Princesinha de Favela


A Princesinha de Favela é uma produtora cultural gerida por mulheres que atua desde 2017 a partir das periferias de Fortaleza, desenvolvendo iniciativas voltadas à cultura, à arte e à circulação de talentos dos territórios.


Por meio de projetos formativos, produções artísticas e articulações territoriais, a produtora busca fortalecer o desenvolvimento coletivo e a A Pior Resenha Que Tem nasce nesse movimento como selo de assessoria artística, apostando na potência das periferias e na construção de uma comunidade capaz de transformar conexão em oportunidade.


Saiba mais sobre o conceito do selo A Pior Resenha que Tem

Em uma estrutura social racista e excludente, a ideia de que o “pior” é esperado de juventudes negras e periféricas faz parte de um ciclo de marginalização e apagamento cultural.


A partir disso, temos a noção de: suave, deixa quem quiser ser “as melhores”, nós vamos ser As Piores – nossa proposta ressignifica esse conceito, subvertendo-o para mostrar que o “pior” pode, na verdade, ser melhor: uma resposta criativa, potente e artística à opressão.


Dessa forma nós vamos fortalecendo a ocupação de espaços culturais por corpos historicamente marginalizados e levando nosso paredão por todos os cantos.


Siga @apioresenhaqtem e @produtoraprincesinhadefavela para mais infos!


SERVIÇO - Festival Territórios Livres

20 de setembro - Vivência PPDF

A partir das 14h, as atividades acontecem simultaneamente.

Vivência de fotografia para produção de portfólio, oficina de discotecagem e grafitaço na Praça da Cruz Grande.

Local: Praça da Cruz Grande, Serrinha - Fortaleza/CE

Entrada gratuita e aberta ao público.


24 de setembro - Festival Musical Territórios Livres

Das 18h às 00h

Encontro musical com artistas e diferentes sonoridades periféricas

Local: Praça da Cruz Grande, Serrinha - Fortaleza/CE

Entrada gratuita e aberta ao público.



Chamada para artistas “A Pior Resenha que Tem tá na área” | Classificação: Livre


Quem pode se cadastrar: Interessados de qualquer linguagem artística de qualquer área de Fortaleza e interior


 
 
 

Comentários


bottom of page