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Bebé Pacheco e Ubandu transformam cotidiano em música em novo projeto audiovisual

12 de ago.
2 min de leitura

Projeto reúne quatro canções inéditas e um bate-papo entre os integrantes em um registro que celebra a história do grupo. Crédito: Guilherme Massuchini


Entre trilhos, memórias e canções, Bebé Pacheco e Ubandu transformaram a histórica Estação Ferroviária de Bauru, no interior de São Paulo, em cenário para o registro de um dos momentos mais simbólicos de sua trajetória. Já disponível no YouTube, “Bebé Pacheco e Ubandu ao vivo na Estação Ferroviária de Bauru” apresenta quatro músicas inéditas e um bate-papo entre os integrantes, reunindo em música e imagem a identidade construída pelo grupo ao longo dos últimos anos.


O audiovisual também representa o encerramento de um ciclo. Formada em 2022 a partir dos encontros da cena cultural bauruense, a banda nasceu após a cantora e compositora Bebé Pacheco conhecer os músicos Ed Florindo, na percussão, e Julio Calleja, na guitarra. Posteriormente, Adriel Dias, na bateria, e Adriano Martins, no baixo, completaram a formação.


Inspirado pelo conceito africano de Ubuntu, sintetizado pela ideia de “eu sou porque nós somos”, e pelo álbum Um Banda Um (1982), de Gilberto Gil, o grupo construiu uma sonoridade marcada pela coletividade e pela pluralidade da música brasileira.


As quatro faixas apresentadas no projeto partem de situações cotidianas para abordar temas como memória, tempo, afetos e relações humanas. Em “Manga”, a observação de uma mangueira pela janela se transforma em uma reflexão sobre a conexão entre as pessoas e a natureza. “Badalada” nasceu da convivência com um antigo relógio de parede e utiliza a passagem das horas como metáfora para o envelhecimento.


O repertório ainda traz “Sustenta”, que percorre os limites entre amor, desejo e idealização dentro das relações, e “Outra Tela”, inspirada na ausência de um senhor que costumava acompanhar o movimento da rua da varanda de casa. A faixa aborda presença e ausência em um cotidiano cada vez mais atravessado pelas telas.


A escolha da Estação Ferroviária de Bauru reforça a ligação do trabalho com a cidade onde a história da banda começou. O espaço funciona como parte da narrativa do audiovisual e ajuda a transformar o projeto em um registro afetivo da passagem do grupo pela cena cultural do interior paulista.


Com o encerramento da Bebé Pacheco e Ubandu, os integrantes seguem agora em projetos individuais. O audiovisual permanece como celebração da trajetória coletiva e das pessoas que acompanharam a banda desde os primeiros encontros.


“Bebé Pacheco e Ubandu ao vivo na Estação Ferroviária de Bauru” está disponível no canal do grupo no YouTube.



 
 
 

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